domingo, 3 de janeiro de 2010

O adeus a um audaz “bandeirante”

Tenente-Brigadeiro Paulo Victor da Silva: o adeus a um audaz “bandeirante”
Acionados os motores, decolou o Bandeirante. A aeronave voou pela primeira vez em 1968. No ano seguinte, já era fabricado em série. O sucesso daria origem à Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer). Para um homem, em especial, essa história era um grande orgulho. Paulo Victor da Silva era ainda Coronel-Aviador, em 1966, quando foi nomeado para dirigir o CTA, colaborar com as pesquisas do projeto IPD-6504 (que daria origem ao avião) e atuar decisivamente para que, finalmente, o avião brasileiro saísse do papel. E, de fato, foi decisivo. Tanto que até batizou a aeronave. Pelo pioneirismo, achou que “Bandeirante” seria um bom nome. Acertou não só no nome. Conseguiu empolgar com sua força os auxiliares e os superiores. O caráter desbravador do militar, também formado no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), é apenas um dos adjetivos atribuídos ao homem que deixa saudades. O falecimento dele, aos 88 anos de idade, no Rio de Janeiro, neste domingo, dia 27 de dezembro, deixa consternada toda a instituição. O corpo será velado no Terceiro Comando Aéreo Regional (III COMAR) até as 10h do dia 28. Em seguida, será trasladado em uma aeronave C-97 Brasília da FAB para a cidade de São José dos Campos (SP), lugar especial em que construiu parte de sua história como diretor do CTA. O corpo do oficial-general também será velado no auditório Lacaz Netto do ITA. No final da tarde, segue para o cemitério Parque das Flores, onde será cremado.
Leia aqui palavras do Comandante da Aeronáutica direcionadas à família do oficial-generalEle era um forte que a luta não teme. Sempre ativo, disponível, incansável e pronto para o combate. Apesar do temperamento irrequieto e guerreiro, sabia ouvir seus auxiliares imediatos e apoiá-los sem hesitação. Um grande amigo e leal companheiro”, disse o engenheiro Antonio Garcia da Silveira, membro da equipe e pioneiro do CTA que desenvolveu o Bandeirante, em entrevista para revista da Embraer. De acordo com pesquisadores, foi o esforço do militar (que dirigiu o CTA de 1966 a 1973, já como Brigadeiro-do-Ar) que tornou o projeto do Bandeirante viável, descortinando o potencial da Embraer. “Uma vez concluídos os protótipos da aeronave, surgia um novo desafio: a produção seriada e a comercialização. Nessa fase, a figura brilhante de um dos pioneiros diplomados pelo ITA em 1953, o brigadeiro-do-ar Paulo Victor da Silva, na época diretor-geral do CTA, conseguiu consolidar as providências para a criação da Embraer”, explicou a pesquisadora Maria Cecilia Spina Forjaz, mestre em sociologia e doutora em ciência política pela Universidade de São Paulo. “O apoio do Brigadeiro Paulo Victor da Silva, chefe do CTA, foi importantíssimo”, considerou o professor Luiz Coelho Neto, em sua dissertação de mestrado pela UFRJ a respeito da criação da Embraer. O Tenente-Brigadeiro Sérgio Ferolla, um dos fundadores do ITA, ex-ministro do STM, também considerou a atuação de Paulo Victor decisiva. “Foi ele que pegou a bandeira, criou uma equipe. Foi ele que foi a Brasília viabilizar a indústria aeronáutica, viabilizar a encomenda de Bandeirante”, exemplificou . A história aclamada do militar durante a passagem pelo CTA é um capítulo importante da trajetória dele, que nasceu em Belém (PA) e iniciou a carreira militar em 1940, ao ingressar na Escola Militar do Realengo, no Rio de Janeiro. Transferiu-se para a Escola de Aeronáutica do Campo dos Afonsos, passou a pilotar, como aspirante-a-oficial, em missões de patrulhamento no norte, nordeste e sudeste do País durante a Segunda Guerra Mundial, tendo logo depois passado um período no Correio Aéreo Nacional (CAN), realizando missões que ficaram conhecidas por colaborar no desenvolvimento e na integração nacional. Entrou no ITA em 1950 e se formou três anos depois, em engenharia. Foi chefe da Divisão de Tráfego da Diretoria de Aeronáutica Civil (DAC) e, depois de sua passagem pela Direção do CTA, e a implantação da indústria aeronáutica no país, foi designado, em 1973, para ser Adido Aeronáutico em Washington, nos Estados Unidos, de onde retornou para ser Diretor de Eletrônica e Proteção ao Vôo. Promovido a Tenente-Brigadeiro do Ar em 1979, foi para a reserva da FAB no ano de 1981. Foram inúmeras as homenagens, condecorações e medalhas que tentaram fazer justiça ao homem que marcou a trajetória profissional de uma forma tão singular. Ele, que não parou de pesquisar, inovar, empreender, deixa uma saga incrível aos que o sucederam, uma verdadeira homenagem à história da aviação brasileira. Ficam intocadas mensagens de que nenhum sonho é impossível e de que deve-se buscar os objetivos de forma determinada. Um dos grandes “bandeirantes” audazes do azul deixa o legado imensurável do homem pioneiro, atuante para integração e desenvolvimento nacional.


Fonte: CECOMSAER

sábado, 14 de novembro de 2009

Esquadrilha da Fumaça em Fortaleza 2009

Maravilhosa apresentação. Na minha impressão mais próxima do público, mais ousada... BASE AÉREA DE FORTALEZA primeira evolução de muitas outras conhecidas mais, que nunca enjoam, pois a emoção esta em primeiro lugar, o domínio do Homem sobre a máquina. Na fonia eles estavam se sentindo em casa, pena que a fonia da Fumaça não é totalmente aberta para o público hehehe. Até o próximo ano, FUMAÇA JÁ.
Estavam lá a turma da cabeceira 13, aerofortaleza e os fotógrafos do jetphotos de Fortaleza.
Abraço a todos

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Fumaça no Ceará

Tudo ocorreu bem com a demostração da esquadrilha em Caucaia. Após chegada em Fortaleza por volta das 11hs local, com passagens pela beira-mar e pelo local da demostração em frente ao Náutico Clube às 16hs local de amanhã dia 14.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Bristish Airways em Fortaleza?

Um Boeing 777 da companhia europeia British Airways, com 191 passageiros a bordo, fez um pouso de emergência no Aeroporto Internacional Pinto Martins, em Fortaleza. O avião fazia o voo BA248, entre os aeroportos Antônio Carlos Jobim, no Rio de Janeiro, e Heathrow, em Londres. A aterrissagem foi feita na madrugada do último domingo e, ontem, a aeronave retomou viagem. Segundo a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), o pouso foi feito às 2h20min, motivado por problemas de saúde apresentados por uma passageira. O POVO apurou que ela estava com sangramento no nariz e desmaiou. Com o avião em solo surgiu um novo obstáculo para à continuidade do voo. De acordo com o Serviço de Auxílio ao Transporte Aéreo (Sata), a aeronave passou por uma manutenção técnica e um problema foi detectado. O Sata não deu detalhes sobre o fato, mas apontou que houve a necessidade de troca de uma peça do avião. A British Airways, por sua vez, informou ao O POVO apenas que ``motivos técnicos`` impediram a decolagem em Fortaleza. A companhia, em nota oficial, confirma que o pouso foi feito para a prestação de atendimento médico a uma passageira. A decolagem estava prevista para as 7 horas de ontem, conforme a Infraero, mas foi feita somente às 9h58min. De acordo ainda com a companhia, o voo normalmente tem duração de 11 horas e 5 minutos, sem escalas ou conexões. Em Fortaleza O coordenador do Sata, Anderson Severo, detalhou que os passageiros, após o pouso, permaneceram na aeronave de 2h20min até 9h30min. Segundo ele, houve dificuldade em encontrar hotéis disponíveis para quase 200 pessoas. Anderson explicou que, em seguida, os passageiros foram hospedados em três hotéis. Ontem pela manhã, nem todos os passageiros embarcaram para seguir a viagem. Segundo ainda com o Sata, somente 168 das 191 pessoas seguiram viagem. Já a companhia explicou que parte dos passageiros preferiu voltar para Rio de Janeiro ou São Paulo. Anderson também informou que a maioria era formada por britânicos. A passageira que apresentou problemas era estrangeira, mas o Sata não informou sua origem. O POVO entrou em contato com o hospital São Mateus, para onde ela foi encaminhada, mas a unidade afirmou que somente familiares podem ter acesso a informações de pacientes. O o coordenador do Sata disse que ela recebeu alta e embarcou para Londres.
Fonte: Jornal OPovo Diego Lage 27 Out 2009

domingo, 25 de outubro de 2009

Pinto Martins ampliará terminal

Projeto prevê a construção de um novo terminal e de um edifício-garagem até 2014.
Uma das novidades na reforma e ampliação do aeroporto internacional Pinto Martins, em Fortaleza, é a construção de um novo terminal de passageiros. A obra visa atender ao fluxo de turistas que passarão por Fortaleza durante a Copa de 2014. A informação é do "Diário do Nordeste".
Além do novo terminal, também será construído um edifício-garagem com mil vagas que serão agregadas às 900 atuais. O investimento total para as obras de ampliação e reforma é de R$ 500 milhões. Esse dinheiro deve ser compartilhado entre a Infraero e os governos federal e estadual. Também existe a possibilidade de captação de recursos através do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
A empresa responsável pelo projeto deve concluí-lo no próximo ano. Já as obras devem ter início em 2011 ou 2012, mas ainda não existe data definida para o encerramento.
O novo terminal ampliará a capacidade do Plínio Martins de três milhões para oito milhões de passageiros por ano. Esse terminal será edificado onde, hoje, fica o terminal de cargas, localizado ao lado do de passageiros.

Fonte: http://www.copa2014.org.br

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Como deve ser o Rafale nas cores da FAB


Capa da revista Flight International de Setembro 2009

FAB tecnologia de ponta em sistema de busca

A estação MEOLUT brasileira de dois canais iniciou sua operação nas instalações do Primeiro Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (CINDACTA I), em Brasília, no último dia 3 de julho.O fato reveste-se de importância ímpar para o Brasil, que assume a posição como 4º país do mundo - atrás do Canadá, Inglaterra e França, a implantar a tecnologia de ponta do Sistema COSPAS-SARSAT, a primeira estação instalada no Hemisfério Sul.O Programa COSPAS-SARSAT é um esforço conjunto internacional com o objetivo de salvar vidas através da localização de radiobalizas de emergência. Seu segmento espacial é mantido pelos quatro países fundadores – EUA, Rússia, Canadá e França – cujos satélites são dotados de processadores para localização das balizas de emergência.O segmento terrestre - composto por Estações de Usuário Local (LUT) e Centros de Controle de Missão (MCC) – é mantido pelos países signatários, mas viável a quaisquer interessados. Assim, o funcionamento do Sistema COSPAS-SARSAT pode ser explicado da seguinte forma: uma radiobaliza de emergência é acionada, seu sinal é recebido por satélites que o retransmite para as estações em terra (LUT), que automaticamente o processam e enviam sua localização aos MCC do país responsável pela região de busca e salvamento onde a baliza acionada se encontra.Este MCC, por sua vez, analisa e encaminha esta posição aos Centros de Coordenação de Salvamento (RCC), aeronáuticos ou marítimos, que assumem a responsabilidade por prestar o Serviço de Busca e Salvamento, em nome do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) – elo central do Sistema de Busca e Salvamento (SAR).Como funciona hoje - Atualmente, o segmento espacial do COSPAS-SARSAT conta com dois sistemas satelitais: o de órbita polar baixa (LEOSAR) e o geoestacionário (GEOSAR).O LEOSAR é composto por satélites cujas órbitas são baseadas nos pólos terrestres, estando a uma altitude aproximada de 1.000 km, possuem a capacidade de calcular a posição das radiobalizas de emergência através do efeito Doppler, ou seja, mantendo sua velocidade constante, são capazes de identificar a diferença na frequência ao passar próximo a uma baliza, identificando sua posição por meio de cálculos efetuados pelas LUT, que recebem esses sinais dos satélites. No entanto, para garantir a precisão da posição, é necessária, ao menos, uma segunda passagem de um dos satélites da mesma constelação.O GEOSAR funciona como complemento ao sistema LEOSAR, uma vez que esses satélites permanecem geoestacionários a 35.800 km da Terra, cobrindo cerca de um terço da superfície terrestre. Por não estarem em movimento em relação à superfície terrestre, esses satélites somente são capazes de localizar a baliza acionada se a mesma possuir um sistema de navegação GPS acoplada ao seu transmissor. Caso contrário, assumirá a função de fornecer o alerta antecipado, cientificando o segmento terrestre de que há uma baliza acionada e que se prepare para o recebimento de novos dados a partir do LEOSAR.Por envolver tecnologia de ponta destinada ao salvamento de vidas humanas, o Sistema COSPAS-SARSAT não pode se dar ao luxo de estacionar no tempo e, desde o seu início na década de 80, se mantém em constante evolução. O estado da arte do Sistema, tecnologia já em estado operacional, é o sistema MEOSAR.Fique por dentroSAR: MEOSAREste novo sistema emprega satélites com órbitas médias (aproximadamente 2000 km), com a capacidade de procurar por sinais de emergência em um raio muito maior em comparação com os satélites de órbita polar baixa e, por utilizar os mesmos satélites dos sistemas de navegação.MEOLUT (Medium-Earth Orbiter Local User Terminal - Terminal de Usuário Local de Órbita Média)São estações terrestres especialmente desenvolvidas para receber e processar os sinais captados pelos satélites MEOSAR satelital (GPS, Galileo e GLONASS), tem a previsão de formar sua constelação com um número acima da constelação LEOSAR.A previsão é que, em 2014, qualquer ponto da superfície terrestre seja visualizado simultaneamente por, pelo menos, cinco satélites, o que provocará um salto de qualidade na precisão da localização e reduzirá sobremaneira o tempo necessário à localização da posição, contribuindo diretamente para a economia e eficiência do emprego dos meios SAR em atendimento às emergências.Além da capacidade de utilizar o efeito Doppler, o satélite MEOSAR usará o mesmo princípio utilizado pelos aparelhos GPS para determinar a posição: a diferença de tempo na recepção do sinal de diferentes satélites visualizados ao mesmo tempo. No entanto, esse cálculo não será feito pela baliza de emergência, mas diretamente nas MEOLUT, estações terrestres especialmente desenvolvidas para receber e processar os sinais captados pelos satélites MEOSAR.
Fonte: DECEA